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Monalisa

Monalisa é um projeto para conectar trans e travestis a empresas amigas da visibilidade trans. Somos também uma plataforma de compartilhamento de histórias e geração de conteúdo humano de relevância. E atuamos fornecendo apoio psicológico e capacitação empresarial para que as empresas sejam capazes de construir uma inclusão real, com afeto e respeito. Monalisa foi idealizada e validada durante o Startup Weekend Recife Comunidades, em setembro de 2016. O projeto foi o grande vencedor da competição. Fruto do processo de validação, a startup conseguiu, no dia seguinte, conectar Perollah Rayssa, trans de baixa renda moradora da Comunidade do Pilar (Centro do Recife), à Rede Julietto, de alimentos. Ela agora tem emprego com carteira assinada. Foi o pontapé inicial para investir na startup, para que mais histórias como essa virem realidade. Algumas semanas depois, Monalisa foi selecionada para participar do Red Bull Amaphiko Conexão Recife.
Desenvolvimento de projetos
Sim
Problema Social que ele pretende resolver
O Brasil é o país que mais mata trans e travestis no mundo. Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no País, segundo pesquisa da ONG Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população trans. São poucas as pessoas trans e travestis que conseguem passar dos 35 anos de idade no País. Grande parte dessa população é relegada à informalidade e muitas empresas ainda não despertaram para a importância da inclusão de minorias. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), 90% das pessoas trans e travestis são obrigadas a entrar na prostituição para se sustentar. Essa população ainda carrega um estigma muito forte e enfrenta uma realidade de preconceito, não aceitação familiar, baixa escolaridade, network restrito. O empoderamento econômico e social, através do acesso ao emprego formal, é a maior solução para esses problemas.
Como funciona o seu negócio
Pessoas trans e travestis e empresas interessadas em empregar minorias podem cadastrar-se na plataforma Monalisa (redemonalisa.com.br). Trans e travestis preenchem um formulário com um breve currículo e contatos, e as empresas informam que vagas podem ser ocupadas. A rede Monalisa encarrega-se de filtrar essas informações e fazer o link entre candidatos/as e oportunidades. Mas o negócio não se restringe a preencher vagas. A cada emprego gerado, a Monalisa compartilha essa história, estimulando mais gente e empresas a participarem. O negócio também fornece capacitação empresarial, para que o processo de inclusão seja construído de forma real, e apoio psicológico para as pessoas trans e travestis que necessitem de ajuda no processo de adaptação. Outro diferencial do negócio é a geração de publicidade para as empresas através do Selo Monalisa - Empresa Amiga da Visibilidade Trans, destinado a participantes da rede e atestado por ONGs, redes e associações defensoras da causa.
Como é o modelo de sustentabilidade financeira do seu negócio?
A maior parte da receita da Monalisa é gerada através do pagamento das empresas participantes da rede. O valor e a periodicidade dependem do porte e do interesse de cada empresa. Em troca, elas recebem capacitação empresarial, com palestras, workshops e cartilhas, e também o Selo Monalisa - Empresa Amiga da Visibilidade Trans. A cada pessoas trans ou travesti empregada, a Monalisa garante publicidade em seus canais de divulgação e na imprensa. A outra parte da receita, uma fatia menor, é gerada através do pagamento das pessoas trans e travestis, com um percentual do primeiro salário. Esse percentual depende, naturalmente, do valor do salário. Os principais custos da Monalisa são: pagamento das sócias e de parceiros, manutenção da plataforma e material gráfico.
Viabilidade financiera
Os diferenciais da Monalisa são as capacitações empresariais, com palestras, workshops e cartilhas, e o Selo Monalisa - Empresa Amiga da Visibilidade Trans. As capacitações permitem uma construção da igualdade no mundo do trabalho, erradicando o estigma e a discriminação que influenciam a eficiência, a produção, o bem-estar, o acesso e a permanência no emprego. Já o selo engaja o empresariado na defesa dos direitos das pessoas trans e travestis, mobilizando e reconhecendo empresas que realizam ações sociais pela causa. Ao ter o selo, o empresariado compromete-se a respeitar a diversidade e incluir e proteger as pessoas trans e travestis no ambiente de trabalho, além de dedicar-se a conscientizar o corpo de funcionários a respeito da violência e discriminação transfóbica. O Selo Monalisa, atestado por ONGs, redes e associações ligadas à visibilidade trans, também funciona como um gerador de conteúdo e publicidade para as empresas participantes.
Riscos
Um risco para a Monalisa é a adesão das empresas. Apesar das inúmeras vantagens de aderir à rede, o empresariado ainda é fechado ao apoio da causa trans, por preconceito e também incompreensão. Mas a Monalisa acredita que o cenário começou a mudar no Brasil. Somente neste mês de outubro, a causa trans esteve presente, por exemplo, na Rede Globo, no programa Bem-estar, e nas passarelas do São Paulo Fashion Week, no desfile de Ronaldo Fraga. Outro risco é o nível de capacitação profissional das pessoas trans e travestis. Muitas têm baixa escolaridade e são pessoas que tiveram que sair muito cedo de casa, apoiando-se no trabalho informal e na prostituição. Mas a Monalisa pretende reverter esse risco através de parcerias para capacitação profissional.
Equipe
Céu Cavalcanti: graduação e mestrado em psicologia (UFPE), atua na Comissão Temática em Gênero e Sexualidade do Conselho Regional de Psicologia de PE e na ONG GTP+ PositHIVo Fernanda Almeida: desenvolvedora em TIC há 8 anos, trabalha no CESAR (Porto Digital) Mayara Menezes: graduada em ciências sociais (UFRPE), pesquisadora em cultura afrobrasileira e produtora Raíssa Ebrahim: graduada em jornalismo (UFPE) com extensão universitária em macroeconomia (FGV-SP). É repórter do Jornal do Commercio
Escalada
Formação de uma rede de parceiros capazes de darem apoio psicológico às pessoas trans e travestis e realizarem as capacitações nas empresas, sobretudo no âmbito internacional.
Qual seu principal objetivo ao participar do Yunus Challenge?
Dar visibilidade à Monalisa e à causa trans e ser contemplada com um investimento, o que proporcionaria sustentabilidade nessa primeira fase do projeto e abriria portas para que o negócio social atingisse equilíbrio financeiro.
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